Sabe quando bate aquele inconformismo?

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Mensagem por scarela em Qua 1 Fev 2017 - 0:22



Pessoal, é apenas sentimento de frustração, talvez cansaço, mas, sinceramente, um desabafo, de alguém inconformado.

As vezes precisamos ver as coisas acontecendo de forma negativa pra entender o tamanho do problema e daí começamos a pesquisar, a ler sobre a entender algumas coisas e a conversar com pessoas que as vezes te fazem ponderar para um lado ou outro. Isso tudo me faz talvez desistir de continuar a utilizar um Mercedes-Benz no dia a dia, como carro principal.

Dono de um W168 por anos que nunca deu dor de cabeça, resolvi encarar o W245. Escolhi uma Comfort 2010 recheada de mimos. Li alguma coisa sobre semi-eixos e câmbio CVT, aqui no fórum mesmo, mas resolvi encarar, o modelo 2010 já isentava do problema do sexi-eixo. Mas chegando aos 90.000km tenho problema no câmbio, sendo que o carro não sabe qual é o problema, não há erro, mas há o problema. E sabe-se lá quanto vai custar. Mas o custo é normalmente inversamente proporcional ao teu momento financeiro. O tal do Murphy rindo de nós.

Queria até pouco tempo atrás vender minha W245 para comprar uma W204, talvez uma C180 2012 ou uma C250 2010/2011. Aí depois do problema resolvi ler, e muito, dos problemas e acha-se coisas crônicas. Problemas no módulo da chave (por causa de um motorzinho xumbrega), problemas nas engrenagens do motor, problemas no sensor de rotação que mexe com o ABS e por aí vai. Se muda o modelo, acha-se novamente alguns problemas crônicos.

Eu tenho duas coisas em mente. A primeira, temos cada vez mais eletrônica dentro de tudo o que consumimos, não somente nos carros. Todos componentes eletrônicos, sem exceção, tem vida útil média. Logo, qualquer coisa que compramos hoje em dia acaba no outro dia. As vezes damos muita sorte e o produto dura pra sempre, mas é aposentado mesmo assim porque "sempre" é um tempo muito finito quando olhamos para as tais inovações do mercado. É normal que componentes eletrônicos falhem e deixem seus clientes na mão, infelizmente: isso vai acontecer. A segunda é que o capitalismo, o modelo todo (e não o critico) prega uma forma de sempre buscar uma maior produção minimizando custos. O setor automotivo cria plataformas que servem para diferentes modelos, peças compartilhadas e por aí vai. A chance de propagação de um erro básico em grandes proporções torna-se real.

Aí, voltando ao meu W245, descubro que não posso saber o que realmente acontece, porque o câmbio dele é literalmente uma caixa preta cheia de óleo. Deu pau? Troca tudo. Ah, não! Troca o módulo. Ou conserta. Mas ninguém saberá de fato o que houve. Será aquele capacitor de R$ 1,35? Ou o CI PNP conhecido que custa R$ 8,85? Ou talvez aquele resistor não aguentou um pico de tensão e tá bambo, mas ele custa só R$ 0,35. Não, condena-se um módulo. Certo é quem arruma por R$ 3.000, pois na CCS custa R$ 15.000. Em alguns lugares tem recall, em outros não.

Aí eu me pergunto, quanto tempo vai demorar para vermos os vícios ocultos dos modelos A, B, C, CLA, GLA que são feitos hoje compartilhando tudo menos lata? Isso, o compartilhamento e as facilidades industriais, explica o fato de uma C180 custar R$ 180.000 em 2001/2002 e hoje custar R$ 130.000 mesmo com a desvalorização do dinheiro e situação cambial semelhante. Mas é só isso? E qualidade dos componentes usados?

Conversando com um excelente mecânico, indicado aqui (e confio muito nele), que atua fora das concessionárias, me disse "Hoje, se eu tivesse R$ 150.000 para investir em um carro do segmento de luxo não optaria por uma Mercedes". Isso me levou a ponderar muitas coisas.

A primeira é a atitude dos concessionários em resolver problemas e o custo para se resolver qualquer problema. Me deixa triste o fato de aparentemente nunca ter havido uma causa ganha coletivamente por conta de um vício oculto. Sobre o câmbio das W245 um cara na Bulgária especializou-se em consertar os módulos ou o comando das válvulas do corpo do motor junto do sensor de rotação/velocidade. Ele vive disso porque a MB nunca assumiu haver uma falha. Esse câmbio foi projetado pela mesma empresa que obrigou a Ford a retirar de circulação nos EUA um modelo específico do Focus, e que foi montado pela Bosch. A mesma parceria e o mesmo desastre aconteceu nas W169 e W245. Depois, quando conserta-se um vício oculto são usadas peças diferentes das orginais do veículo. Desculpem as palavras, mas não é de "cair o popô da táxi"? Teve gente no Canadá jogando a W245 fora por causa do câmbio, literalmente, nem ferro velho quis, já tinha um monte igual.

Eu tenho plena ciência de que com qualquer carro estamos sujeitos a tudo. Em qualquer componente eletrônico haverá falha. Sou formado em engenharia e ciência da computação, com passado forte em eletrônica básica e digital. Com diagramas e componentes e ferramentas consigo me aventurar a consertar qualquer coisa, mas morro de cagaço de estragar alguma coisa por falta de experiência. Se pegarmos modelos muito vendidos de BMW, Volvo, Audi, VW, todos tem seus vícios. Toyota se ferrou há anos atrás por priorizar quantidade. VW pagou bilhões na Europa e EUA por conta das emissões.

Mas Mercedes-Benz? Comprando peças baratas e não querendo arcar com consequências? Ou querendo cobrar uma fortuna por isso? Não dá... Na Europa nas W245, nas primeiras, houve muita reclamação sobre deterioração da lataria em função do tempo, especialmente as portas. O metal era corroído e sumia. Alguém disse que "a Mercedes não pagou engenheiros para fazer um carro íntegro e com mecânica típica de Mercedes, mas se preocupou em fazer um carro verde. A W245 é biodegradável, se deteriora em 5 anos e a matriz acha que a culpa é do dono".

Não digo que não quero mais porque sonho em ter alguns modelos que fazem jus a marca, um dia chego lá. Todos fabricados antes de 1995. Mas dos modelos de 2010 em diante, sei não...

Desculpem pelo texto longo, mas tava precisando...
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Mensagem por Karl Fass em Qua 1 Fev 2017 - 5:46



Concordo em parte. Os classe B tiveram problemas sérios de desgaste de semi-eixo. A caixa co cvt tem tirado muita gente do sério mas eu ainda acho que a falta da troca do óleo é a maior causadora. 
Os carros mais antigos são bem mais duráveis, mas, lógico, se devidamente mantidos. E vão dar pau na caixa também, mais cedo ou tarde. Como evitar? Troca do óleo e filtro que a MB no Brasil jurou ser desnecessária por anos.
Para o dia a dia, alguns amigos migraram para as BMW atuais e não tem reclamado. Outros usam nacionais "de luxo" para o dia a dia, mantendo as antigas para brincar.
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Mensagem por Marllon em Qua 1 Fev 2017 - 11:51



Caro amigo Scarela

Gostaria de fazer algumas ponderações:

- Não é normal que componentes eletrônicos falhem, o que é normal é que equipamentos eletrônicos de baixa qualidade falhem, sou engenheiro de elétrico/eletrônico/telecomunicações e falo isso com conhecimento de causa, existem equipamentos que são ativados, funcionam anos sem serem desligados da energia e nunca deram nenhum problema, por que possuem componentes de ótima qualidade. Com certeza a Mercedes está usando componentes comuns e não componentes de classe Militar, por exemplo.

- O carro mais próximo da perfeição hoje em dia Rolls Royce, eles não têm foco no volume de vendas mas sim na qualidade... Mercedes não é carro com foco na perfeição extrema, infelizmente.

- Infelizmente as pessoas hoje em dia consomem "A marca" seja de um carro ou de um celular... e cada vez mais os bens estão tornando-se descartáveis. A Mercedes, assim como a Apple (iPhone) podem fazer produtos caros com problemas que mesmo assim as pessoas vão continuar comprando. Isso só vai mudar quando as pessoas comprarem um carro ou um celular, dos mesmo modo que compram um liquidificador ou um ferro de passar, ou seja, avaliam preço, qualidade, funcionalidade e necessidade, sendo 0 (ZERO) o fator emoção.

No mais concordo com tudo que você falou.
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Mensagem por m_lemmi em Qua 1 Fev 2017 - 13:29



e voces ai no brasil ainda tem o problema do preco...
aqui tambem nao eh incomum jogar carro no lixo por causa de manutencao ou imposto, mas sao outros fatores e outra realidade. 
concordo com a falta de qualidade e durabilidade de alguns modelos (tem isso em qualquer marca) mais recentes. infelizmente obsolescencia programada eh uma realidade e nao vejo ninguem protestando.
se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
boa sorte a todos nos
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Mensagem por Leon 1.6 em Qua 1 Fev 2017 - 14:18



Sobre o preço de consertos, permito-me transcrever um texto do Roberto Nasser:

Por razões desarrazoadas aproveitei impensável ociosidade em tarde de terça-feira e liguei para o Sérgio, mecânico do SVX. Expliquei, não acende o painel, nem vira o motor. Anunciei ter comprado bateria nova — possivelmente desnecessidade —, e nada.

Apareceu, fui ver de perto. Quando cheguei ao galpão no quintal, estava encantado com o motor V-6 do IBAP Democrata, parqueado ao lado do Subaru. Afinal, carro de quatro unidades e com apenas duas remanescentes, costuma instigar interesse.

Foi aos trabalhos. Tinha trazido um alicate de pontas finas, um spray de desmanchar azinhavre, chavinhas de fenda e Phillips, um pano – mecânico sério não usa estopa. Olhou, cutucou, conferiu minhas informações. Após, abriu uma das caixas de relês e fusíveis, pegou o alicate de pontas finas, cuidadosamente removeu dois terminais de encaixe, num deles, fio metálico roído por oxidação.

Está aqui o problema, anunciou com a calma dos conhecedores. Era. O tal de SVX usa trapizonga eletromecânica-termo-dinâmica dita fio-fusível. Oxidou, dá resultado idêntico a pisada de elefante.

Vai num eletricista e manda fazer um, ou numa loja com peças para Kia basta , definiu.
— E $?
— Só R$ 100 pelo passeio.
— ??

[Aí lembrou-se de uma história passada com seu avô]

Pedro Nasser contava didática história de seu relógio ter parado. E para quem tinha apenas um, havia de conduzir seu dia entre os dispostos na sala da casa, na loja, pelo curso do sol, ou guiar-se pelo sino da elevada e imponente Matriz de Nossa Senhora da Penha.

Abreviou o prazo para uma das viagens, foi a conhecido relojoeiro carioca pedir socorro. Ele anualmente revisava e lubrificava o Elgin.

Camarada preparado, tomou a preciosa máquina nas mãos, passou uma flanela para fazer fulgurar os brilhos dourados da caixa — e agradar o proprietário. Firmou, e com pequena lâmina chata e barrigudinha de canivete adequado, pressionou elevação dissimulada, e abriu uma tampa do diâmetro do relógio.

Mãos treinadas, repetiu a operação e abriu segunda tampa, basculando-a.

Expôs o mecanismo mágico, as engrenagens, as pequenas molas, desenhos, a barra de tensão na mola principal para regular o espaço do movimento de cada segundo. Muitas peças, todas paradas.

Olhou, olhou, e cerimonioso elevou o relógio aberto até uns 10 cm de distância dos lábios, e deu-lhe forte e certeiro sopro — um pré Exocet. Feliz, o preciso maquinário desandou em tics e tacs. Pingou uma gotinha de óleo — hoje vejo-a como efeito-demonstração…

Seu Pedrinho, aliviado tanto com o funcionamento quanto com o não precisar comprar outro relógio, perguntou, por perguntar, por achar ser cortesia, pela simplicidade e por ser cliente antigo.

— Quanto lhe devo, Mestre?
— X Milréis Seu Pedro.
— X Milréis por um sopro? preparou-se para argumentar.
— Não, Seu Pedro. X Milréis por saber onde soprar.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Eu vejo um carro por dois prismas: ou é algo que se tem por prazer, seja um antigo colecionável ou um novo tratado como bibelô (ainda que como sinal de status em um ambiente profissional), ou se tem como meio de transporte. Neste caso, quanto mais simples o carro, menor o risco de problemas (diz a lenda que o Gurgel afirmava que "peça que o carro não tem não quebra"). Gosto muito de carros, mas o que preciso realmente é um meio de transporte, por isso tenho um nacional popular.

Boa sorte em sua decisão!
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Mensagem por ZIG MASTER em Qua 1 Fev 2017 - 14:46



Eu, pessoalmente, optei por andar de Mercedes a mais de trinta anos, em que pese o fato de contar sempre com um "coringa" para momentos em que o mesmo, se faça necessário.

Acompanhei através dos modelos que possui e que possuo atualmente, a "metamorfose" na qual a Mercedes passou e continua passando, na difícil balança de Qualidade vs Mercado.

É indiscutível, a robustez dos modelos fabricados até o ano 2.000, face aos atuais, quer pela menor quantidade de eletronica embarcada, quer pela qualidade intrínsica dos materiais empregados na fabricação de seus automóveis.

Mas, para ser sincero, embora possa contar com modelos pré 2.000 para meu uso diário, optei por usar minha CLS, que embora repleta da parafarnália de requintes pouco necessários e raramente utilizados, representa atualmente uma melhor condição de uso, afinal "o prazer não tem preço", embora às vezes acabe custando muito caro...rs
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Mensagem por Antônio Elias em Qua 1 Fev 2017 - 21:59



Dou razão também e apoio o desabafo do Fábio, imagino a frustração de um proprietário zeloso que gosta da marca enfrentar problemas num classe B depois de anos tranquilo com W168, parece aquela história: era feliz e não sabia!

Essa questão da queda de qualidade da eletrônica na "atualização" de carrocerias salta aos olhos, concordo plenamente com o Marllon, Zig e todos que pensam da mesma forma, percebo isso na prática com os carros de casa, tanto que elegemos uma ML ano 2000 e um Classe A 2004 para o dia-a-dia e já estamos assim há praticamente 7 (sete) anos e afirmo com convicção: nada de aborrecimentos. 

Faço todas as preventivas necessárias nelas como nas demais e o máximo que aconteceu com a ML até hoje foi parar por causa de um sensor de rotação e o nosso A não deixou na mão nem quando a embreagem começou pifar precocemente aos 60.000 KM, o jipão que apelidei de "Panzer" gasto nele mais com perfumaria do que a mecânica em si que dificilmente quebra, o bicho não parou nem quando o sensor de aceleração transversal defeituoso desligou o grupo EsP Bas e Abs, busquei o Paschoal em JDF nela quando fomos lá encontrar com o Flávio em 2013, rodou cerca de 1 mês até o sensor encomendado chegar e ainda voltou a JDF rodando para oficina para trocar a peça e passar Star, agora tenta fazer isso numa MB 2012 acima com 7G!?

Curiosidade, essa semana conheci uma ML 99 preta com interior bege de BH rodando aqui na minha cidade normalmente com radiador amarrado lados com arame (quebraram as fixações não sei como), Maf desligado e todas as luzes de anomalias acesas no painel, todas, podem acreditar a danada não armava nem a reduzida, o jipão estava rodando normalmente e seguiu viagem, soube depois pelo Edigard que o motor da danada só parou já chegando em BH depois depois de 400 KM derrotada pelo alternador que parou de carregar, aí também convenhamos, valente dadas as condições, já não dava mais, carro nenhum roda sem energia, enfim estou citando esses casos com ML e A como também poderia citar vários outros de W202, CLKs 208 que conheço, de todo modo esses fatos pelo menos para mim provam que é indiscutível algo aconteceu com a eletrônica atual de Mercedes como também de outras montadoras, os módulos de hoje não tem a resistência dos antigos, qualquer queda energia ou sobre-tensão derruba, vejo por exemplo Evoques novas aqui na região dando panes frequentemente, o conserto as vezes requerem troca de uma pancada de módulos e sensores a um custo muito elevado, tem uma Evoque de SJDR que o dono desistiu do carro, ou seja parece que a eletrônica embarcada nesta "briga" por mercado está se tornando descartável mesmo, construir com qualidade é o de menos, quem imaginaria que MBs fabricadas no Brasil ficariam mais baratas se desiludiu, feliz mesmo quem pode ter um Rolls Royce como dito acima. 

E a parte de multimídia? Já sai desatualizado de fábrica, muda a todo momento, ano a ano uma funcionalidade diferente, de um modelo para outro muda tudo, quem adapta recursos de mídia já já estão ultrapassados, como tudo na eletrônica embarcada hoje é como uma ciranda.

Essas questões envolvendo o câmbio usado no T245, acho que Mercedes a partir do momento que abandonou o projeto do primeiro monovolume e primeiro carro da marca com tração dianteira (W168), algo que deveria ser um marco promissor, ao invés de aperfeiçoar o projeto fizeram modificações "imediatistas" sem corrigir alguns erros clássicos a partir do W169, utilizaram componentes deste no trem de força do B, tiraram a identidade do A e passaram para o B talvez por questões de mercado, o que era monovolume virou hatch e o que não era ficou meio termo, misturada que eu pelo menos não entendi a estratégia da fábrica, se houve, desde que começaram aquela história de "novo A funk" e etc já era mostra de que a preocupação não era mais com qualidade, quero dizer com tudo isto que, falando de B, acredito que a Mercedes se perdeu e não chegou a lugar algum em termos de aprimoramento, se rendeu à "concorrência" e acho que houve uma leitura equivocada de mercado reduzindo custos e aumentando preços sem trazer algo inovador neste segmento do Classe B que realmente represente a tradição da marca, enfim só uma opinião concordando é claro com os amigos, respeitando opiniões contrárias e apoiando integralmente o Confrade Fábio.
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Mensagem por scarela em Qua 1 Fev 2017 - 22:19



Gente, agradeço muito pelas respostas, pela atenção.

Cffj, não só a MB jurou ser desnecessária a troca do óleo, mas existem muitos e muitos casos por aqui e fora do Brasil de carros com menos de 40.000km dando problema, muitos inclusive em garantia, antes do tempo que a MB recomenda a troca. Há algo anormal. Cavei muito sobre esse câmbio e descobri coisas absurdas a respeito da empresa que o desenhou, e a Bosch ganhou grana pra produzir ele, viu.


Marllon, eu concordo com você. Os componentes com menor qualidade tem tempo de vida útil menor e eventualmente falham. Fui generalista porque acredito que os componentes usados em veículos automotores podem ter qualidade boa ou ruim, mas são tantos os fatores externos que os podem danificar... Imagina o que uma tal "chupeta" não faz num carro com extrema eletrônica embarcada? E tem muita gente inocente que numa falha da bateria não faz. Te entendo a cerca de qualidade de componentes militares. Componentes que a Ericsson produzia no início dos anos 90 quando telecom engatinhava no Brasil. Ou placas-mãe feitas no meio dos ano 90 pela Soyo, custavam os olhos da cara, mas funcionam até hoje. Se tivessemos isso tudo de qualidade numa C180 nova, hoje, seria eletronicamente confiável e seguramente mais cara por isso. Audi e BMW tem suas deficiências também, algumas mais custosas.

Rolls Royce e Bentley, talvez também Bugatti tem outro nível de fazer as coisas. Quando digo produção vs. qualidade me refiro a marcas do nível MB e seus concorrentes diretos. Tem de haver produção, mas é preciso manter a qualidade como principal fidelizador de seus clientes, manter o carro num patamar condizente. MB sempre, ou pelo menos até uns 10-15 atrás, foi sinônimo de carro inquebrável, de mecânica confiável. As peças são caras, mas duram 3x mais do que o outro mais barato. Hoje não é assim. Houve defasagem em relação a concorrência direta.

Concordo 102% com relação a comprar marca. As pessoas compram marca. E é uma tragédia pois enquanto a Samsung criar bombas portáteis a Apple vai vender bem.


m_lemmi, tenho uma prima minha que mora nos EUA desde 1993. Deve ter uns 3 ou 4 anos, o marido dela literalmente jogou no lixo um VW Beetle. Custaria algo próximo de $3k para arrumar um problema no motor (carro super rodado), nenhum ferro velho quis. Em Los Angeles tem serviços para descarte de carros. Bizarro. Mas olha só, o preço aqui não é um fator tão absurdo no caso das MB. Conversando com proprietários no Canadá e Austrália, principalmente, vejo práticas de preços semelhantes em conversão direta (falando de peças) ou as vezes um pouco acima.

Leon, por tudo que é mais sagrado, eu jamais vou reclamar de pagar por mão de obra bem prestada. Eu presto serviços e eu contrato muitos fornecedores. Existe o curioso e o que sabe fazer. O que sabe fazer merece o que ele cobra. A questão do custo, do preço, que me incomoda é que a MB prefere trocar um módulo ou uma caixa inteira de câmbio sem saber ou se perguntar o que causa o problema. Eles, como concessionários, se não ha recall mas há 5.000 veículos em circulação (por exemplo) e sabem que isso pode afetar 60, 70% dessa frota, porque não produzir massivamente esse componente afim de reduzir custos e tentar lucrar menos com isso afim de evitar problemas jurídicos? Na Europa e Canadá existem casos de ações coletivas ganhas. Houve uma no Tocantins, para 6 veículos apenas, comprados em São Paulo e Rio Grande do Sul, e fabricados no primeiro semestre de 2011. Fica tranquilo, eu adoro quem sabe soprar do lugar certo e cobra pela viagem, pago com gosto, de verdade! Me inconforma àquele que vende caríssimo o componente que não vale o custa. Vamos ver no que decido, não quero um nacional por querer um nacional. Queria um certo conforto, mas para sempre cuidar muito bem.


Zig Master, concordo contigo e gostei bastante da sua colocação. No meu caso a W245 custou ou vai custar caro. Mas vamos privar-nos de utilizar os mimos oferecidos por um objeto que as vezes utilizamos por 3 horas do nosso dia? Na Alemanha acho que o pensamento de compra do carro para o dia-a-dia é outro e os problemas os mesmos de qualquer carro. Meu pai, por exemplo, tem um Fiesta para o dia-a-dia e teve problemas com o câmbio mequetrefe da Ford e vai se livrar dele. E saiu caro vs. valor do carro. A metamorfose da Mercedes me preocupa. O bigode do Dieter me preocupa, o sorriso mais ainda.

Antonio Elias, admiro muito suas colocações e concordo com tudo. Fica até difícil dizer algo mais. O mercado hoje, e a voracidade com que o disputam, é absurdamente prejudicial para o consumidor final, salvo se for trocar de carro a cada 12 meses tirando todos zero. Me preocupo com o futuro da marca que há tempos atrás, me lembro das propagandas institucionais da MB sobre a C180 W202, priorizava a integridade, a segurança, a mecânica, a madeira do painel que não era só luxo, não podia estilhaçar em uma colisão. Hoje tem mesmo o funk tocando na propaganda do A, tudo para vender. Acho que os modelos mais caros, E, GLE pra cima sofram menos por conta de quem compra.
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Mensagem por jcrevelaro em Sex 28 Jul 2017 - 10:46



Adicionando informação preciosa em relação a decepção em relação à marca. Compramos e pagamos preço de carro alemão, esta semana em inspeção do meu carro, fiquei assustado em ver que pelo menos 50% dos componentes eletricos que vi na minha C180 (w204) está escrito MADE IN CHINA.........
Ai é para ficar chateado.
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Mensagem por machadosl em Sex 28 Jul 2017 - 11:08



Depende, a China fabrica peças de primeira, segunda e terceira linha. Infelizmente o Brazil compra muita coisa de terceira linha porque sai mais barato. Eu compro peças da china para vários carros que mexo, mas a minha referência é se o fabricante manda para os EUA, se sim, dificilmente é uma peça ruim. Exemplo, tenho um farol de leds de 240W no meu SUV, comprei tem 4 anos e está ótimo, o mesmo vale para o sensor de detonação do mesmo carro.
Abraços,
Sergio
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Mensagem por rxavier em Sex 28 Jul 2017 - 21:04



Só queria dizer o seguinte: estive em Portugal semana passada. Andei numa E da década de 90. Pasmem! 1,5 milhão de km. Meu amigo disse que estava ansioso por comprar uma nova E. Disse que MB e carro pra confiar e sentir bem e feliz. Tive muito orgulho da minha estrela. Afinal, erros e problemas acontecem. Às vezes l, é questão de sorte ou azar. Sou amante da flecha de prata e sigo fiel. Se eu tivesse 150 mil, não teria dúvida : MB na cabeça . So
Sorry concorrência. E da le Lewis Hamilton na Hungria. Abraços
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Mensagem por rxavier em Sex 28 Jul 2017 - 21:10



Devaneios etílicos. Afff! Acredito que a qualidade deve ter sofrido muito com o tempo,,, as outras marcas não?
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Mensagem por A.Carneiro em Dom 30 Jul 2017 - 17:04



O problema em si não é a qualidade e nem a quebra de peças mas o custo, o preço, um par de engrenagem para a Klasse C custa nos EUA 300 dólares....aqui o pobre coitado vai gastar fácil 8000 reais para consertar....
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Mensagem por TZero em Seg 31 Jul 2017 - 19:21



@A.Carneiro escreveu:O problema em si não é a qualidade e nem a quebra de peças mas o custo, o preço, um par de engrenagem para a Klasse C custa nos EUA 300 dólares....aqui o pobre coitado vai gastar fácil 8000 reais para consertar....

Exatamente muitaraiva

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Gastei metade do meu dinheiro com Carros, Mulheres e Bebida........a outra metade eu desperdicei.
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Mensagem por LUIZ CARLOS GORNIACK em Seg 31 Jul 2017 - 22:00



Também acho que essa guerra pelo mercado é prejudicial a todas as marcas, com pouquíssimas exceções.
Entretanto, um ponto que não foi comentado é a forma de condução desses carros. Não estou chamando ninguém de barbeiro aqui, mas isto impacta na vida útil do veículo. Tenho a minha C43 e mesmo sendo nervosa, dificilmente abuso da capacidade dela, pois sei que qualquer problema técnico é uma bica. Se falarmos na carroceria então, seria um desespero.
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Mensagem por Plinio em Ter 1 Ago 2017 - 9:24



Pessoal, bom dia! Acho que a marca ganharia muito mais mantendo a qualidade do produto, se destacaria ainda mais em relação aos concorrentes, verdadeiro tiro no pé essa queda de qualidade, temos exemplo no mercado brasileiro, o Corolla, não estou comparando Corolla com Mercedes, Audi, Bmw e outros, o Corolla, mesmo defasado em tecnologia em relação à concorrência continua nadando de braçada em relação à vendas, podemos questionar qualquer coisa em relação ao Corolla, menos a qualidade e durabilidade do carro, simplesmente não quebra!
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Mensagem por machadosl em Ter 1 Ago 2017 - 10:24



Infelizmente isso faz parte da "globalização" (não gosto deste termo), todos estão baixando a qualidade para reduzir custos, só que, isso para mim não se encaixa com marcas premium, afinal quem tem dinheiro para comprar um carro destes quer qualidade. Eu não tenho o dinheiro para ter um zero Km, mas posso comprar um usado, logo um dia os carros usados podem vir para minha mão, mas com baixa qualidade é uma coisa a se pensar.
Abraços,
Sergio
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Mensagem por Antônio Elias em Ter 1 Ago 2017 - 23:21



Essa questão globalização na indústria automobilística é complexa, num contexto geral acredito que tem a ver realmente com os pontos levantados pelo Fábio, muitos autores sustentam que o fenômeno ainda não chegou ao Brasil pois veículos montados ou exportados para o Brasil por outras grandes montadoras mesmo do segmento comum como Toyota, Honda dentre outras já chegam aqui depenados e utilizando componentes ultrapassados lá fora para redução de custos, alguns modelos comuns chegam com motores que já saíram de linha ou que não foram aperfeiçoados, retiram ítens de segurança, eletrônica e outras tecnologias e etc, a Mercedes como outras premium não foge deste padrão, tanto é que temos há tempos os famigerados pacotes Brasil.

Agora acho pura ilusão acharmos no Brasil que indo para outras marcas, principalmente comuns, nos livraremos de problemas com eletrônica ou com manutenção.

Os Toyota por exemplo citados no tópico, na minha família 2 parentes possuem e apresentam defeitos da mesma forma, quebra câmbio do mesmo jeito, só que problemas acontecem com menor incidência em relação a carros premium por que na verdade atingem componentes que nas Mercedes também não dão defeito, se serve de alento ao Fábio digo que câmbio de Toyota quebra e o custo é caríssimo.
https://www.reclameaqui.com.br/toyota/defeito-recorrente-no-cambio-automatico-toyota-corolla_XrU4qIYJMN69tkek/

Sabemos que carros comuns não tem as mesmas tecnologias embarcadas e recursos tecnológicos de Mercedes, BMs, Audis e etc, algumas marcas comuns como dito usam motores e transmissões tidas como "robustas" mas ultrapassadas, se isso é uma vantagem ou não aí já é outra questão, mesmo por que Mercedes mais antigas também assim são consideradas. Carros quanto mais avançados mais seguros e com tecnologia de ponta mas os donos independente da marca convivem infelizmente com a enorme falta de opção para manutenção premium independente confiável e a preço justo. 

Enfim, se não podemos desfrutar no Brasil de pacotes, modelos, certas tecnologias, novidades e etc que vão para outros mercados, a globalização nessa área automotiva ainda está longe de chegar para nós, se não chega para nós isso impacta tudo, inclusive na mão de obra especializada para consertar por exemplo transmissões CVT, se cair na concessionária fica caro o reparo por que vão simplesmente trocar tudo por novo no famoso troca peças onde nada se recupera e os poucos mecânicos independentes que sabem ou aprenderam alguma coisa das tecnologias premium enfiam a mão para resolver, não tem muito para onde recorrer com isso no Brasil, infelizmente o ambiente para manutenção de qualquer carro premium no Brasil sempre foi e será concentrado, direcionado a ex-funcionários de Concessionárias, praticamente não existe e nem existirá treinamento fora da rede oficial, complicado, mesmo com a vinda de fábrica para Iracemópolis acho que nada mudará.  

Por curiosidade, trago ao tópico uma visão interessante sobre esse tema globalização, custos e etc, artigo é de 2013 mas me pareceu bem atual, achei interessante o enfoque:
Link da matéria: http://www.automotivebusiness.com.br/artigo/704/a-globalizacao-chegou-ao-brasil---por-stephan-keese


País é competitivo para entrar na rota automotiva global?

Um grande tópico de discussão é a competitividade da indústria brasileira. Um dos argumentos era o fato de que o lançamento de modelos globais e a aproximação dos mercados chegariam ao País e a indústria automotiva brasileira precisaria estar preparada. Sem dúvida a globalização chegou de fato ao Brasil, mas, infelizmente, hoje o País não está preparado como há dois anos – ou está? 

A globalização na indústria automotiva significa, em primeiro lugar, escala. Escala em produção e em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Desenvolver uma plataforma de veículo ultrapassa facilmente a cifra de US$ 1 bilhão. Já desenvolver um novo carro a partir de uma plataforma existente custa ao menos US$ 300 milhões . Até mesmo uma variação pequena, com derivação de um modelo já existente, como no caso do Volkswagen Crossfox, vai demandar facilmente orçamento de US$ 150 milhões. Mesmo para os líderes mundiais na fabricação de automóveis, este montante é significativo. 

Como consequência, fabricantes não podem arcar com o desenvolvimento de cada modelo desde o rascunho e precisam compartilhar entre as plataformas o maior número possível de peças e componentes. Esta abordagem é chamada de modularização e é essencial para o esforço de globalização de cada OEM. Nenhuma empresa pode arcar com custo de desenvolver carros para um mercado apenas, independentemente do seu tamanho. Para os fornecedores de componentes e módulos, significa a habilidade de alavancar unidades de fabricação global, evitando duplicação de linhas de produção e os investimentos pesados de uma nova ferramentaria e equipamentos.

A montadora de maior sucesso mundial tem trabalhado com a abordagem de modularização por muito tempo. A Toyota foi o primeiro fabricante de automóveis a aplicar este método, apoiando assim o seu sucesso como maior fabricante de automóveis do mundo e garantindo por anos consecutivos o nível de qualidade de seus produtos. Outros OEMs, dentre eles Volkswagen, Ford e Hyundai, seguiram o exemplo e estão aplicando abordagem de plataforma e modularização similar. A famosa plataforma MQB da Volkswagen é provavelmente a mais conhecida e uma das mais bem-sucedidas implementações deste conceito, abrangendo veículos de volume por todas as suas marcas. 

Recentemente, o modelo de modularização chegou ao Brasil. Muitos dos lançamentos recentes e planejados dos OEMs líderes de mercado são baseados em plataformas globais e módulos. As vantagens para fabricantes, fornecedores e consumidores são claras em termos de tecnologia, qualidade e custo. 

Primeiro, atualmente os carros têm muito mais tecnologia do que antes. Os conceitos para corpo e chassis são frequentemente iguais, ou muito similares, indicando que carros fabricados no Brasil têm agora os mesmos padrões de segurança e peso de modelos produzidos em quaisquer outros lugares. Muitos módulos-chave, desde sistemas de ar-condicionado até motores de limpador, têm as mesmas especificações em qualquer lugar do mundo.

A segunda vantagem é que a qualidade destes módulos é significantemente mais alta. Muitos destes componentes já foram testados em outros mercados – o que permitiu a correção de qualquer falha inicial. Sistemas de produção são avaliados e fornecedores podem usar especialistas globais durante as fases de planejamento e crescimento inicial da produção. Em terceiro lugar, o custo se torna significantemente mais baixo, uma vez que o gasto com P&D já foi computado e não impacta no custo do veículo tanto quanto o fariam no caso de um novo desenvolvimento. 

Então a globalização finalmente chegou ao Brasil? Infelizmente não. Enquanto os consumidores brasileiros podem finalmente desfrutar de veículos de mesma tecnologia e qualidade de outras regiões, a questão da competitividade do custo da indústria brasileira ainda não foi resolvida. Primeiro porque as condições das estradas no Brasil, clima e exigências do consumidor ainda demandam adaptações específicas nos carros e, assim, limitam a extensão dos seus benefícios. E, mais importante, as regulações recentemente implantadas pelo governo com o InovarAuto exigem maciço conteúdo local, limitando OEMs e fornecedores a alavancarem sua capacidade de produção global e fazerem melhor uso de estruturas de custos mais baixos em outros lugares. 

Resumindo, plataformas e modularização podem trazer carros melhores para o Brasil, mas o País continua uma ilha automotiva. Para realmente desfrutar dos benefícios de uma economia global o Brasil precisa trabalhar na sua competitividade de custo e assegurar que um novo veículo aqui tenha as mesmas condições de custo de produção que mercados como México, Alemanha, França ou Japão. Até que isto seja alcançado, o InovarAuto pode proteger o País e garantir empregos em curto prazo, mas também impede o Brasil de ocupar a devida posição na indústria automotiva global. 

*Stephan Keese é sócio responsável para o segmento automotivo da Roland Berger Strategy Consultants
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Mensagem por machadosl em Qua 2 Ago 2017 - 2:11



Exatamente Antônio, resumiu bem o motivo de eu não gostar do termo "globalização", infelizmente nosso país ainda fica devendo em quase tudo.
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Mensagem por ekipe em Qua 6 Set 2017 - 15:37



Eu vim para a Mercedes após ficar bem decepcionado com BMW, odiava o fato de sempre haver alguma quebra e os acabamentos não durarem nada.

Acho que em todos os forums as pessoas estão insatisfeitas com suas marcas preferidas, os carros ficaram mais complexos, há mais regulamentação a seguir, tudo isso faz a máquina ficar mais sujeita à falhas. 

Mas por experiência eu percebo que carro geralmente dá problema em duas situações: quando se abusa dele ou quando se usa muito pouco. Claro que o fator sorte influencia muito também, infelizmente. 

No geral estou muito satisfeito com as mercedes, por 2,5 anos tive só uma CLK como carro e andei muito com ela, viajei muito, rodei quase 50 mil km sem maiores dores de cabeça, muito bom o carro.
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Mensagem por Marujo_BSB em Qui 14 Set 2017 - 10:44



Ekipe, concordo com vc. Por isso uso meu carro pelo menos 3 a 4 vezes por semana. A gasolina tá um absurdo, mas os problemas de deixar o carro empalhado sem andar sao muito piores!
Carro é maquina, tem que colocar para trabalhar!
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