Recuperação em grande estilo! Mercedes-Benz Ponton
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Recuperação em grande estilo! Mercedes-Benz Ponton
A guerra parecia o fim para a Mercedes, mas a estrela
voltou a brilhar com a série Ponton de modelos médios
Qual é o segredo dos alemães para serem mundialmente conhecidos por produzir alguns dos melhores automóveis? Talvez o mesmo dos japoneses: a persistência, obstinação e determinação em fabricar o que há de melhor. Ou talvez a paixão dos italianos, mestres na criação de carros feitos para acelerar com o coração.
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Foi essa determinação a responsável pelo renascimento da Mercedes-Benz após o conflito. Como fabricante de veículos bélicos, era um alvo estratégico para as tropas aliadas, que em setembro de 1944 promoveram um bombardeio maciço contra suas instalações, destruindo 70% da planta de Stuttgart, 85% da divisão aeronáutica em Sindelfingen, 80% da fábrica de utilitários em Gaggenau e 20% da sede em Mannheim.

A fábrica de motores aeronáuticos e motores diesel nos arredores de Berlim fora totalmente destruída. Os danos eram tão extensos que, em 1945, os diretores da Daimler-Benz chegaram a declarar o encerramento definitivo de suas atividades.

Felizmente, a marca escapou desse trágico fim. Já em 1946 a produção era restabelecida com a fabricação de modelos anteriores à guerra, como os modelos 170 S e 170 D (diesel), carros pequenos, econômicos e de desempenho modesto, mais do que adequados para a realidade daquele momento. A produção continuou até meados de 1953, quando foram apresentados os primeiros Mercedes do pós-guerra, conhecidos popularmente como Ponton (plataformas W120 e W121).

Há muita controvérsia a respeito do apelido. A mais aceita pelos entusiastas é de que o termo pontonkarosserie seria utilizado para denominar todos os veículos de motor dianteiro e três volumes definidos, um desenho incomum para a época. O novo Mercedes era tão distinto em relação a seu antecessor que o apelido Ponton acabou se consolidando para caracterizar os modelos, fabricados entre 1953 e 1962.


Nada mais era que o modelo 180 com o motor de 1,9 litro do roadster 190 SL, fabricado entre 1955 e 1963, mas com apenas um carburador simples Solex, no lugar da dupla carburação do modelo esportivo, e 84 cv a 4.800 rpm. Por fora a única diferença era um friso cromado abaixo das janelas laterais. Também era disponível o motor diesel de 1,8 litro, idêntico em diâmetro e curso ao movido a gasolina, mas com apenas 46 cv a 3.500 rpm e máxima de 110 km/h. Fazia do 180 D uma boa e popular opção como táxis — muitos ainda em uso no Líbano e na Síria.
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Para os colecionadores, os Pontons mais valiosos são exatamente os modelos de seis cilindros e 2,2 litros (plataformas W105 e W128). As versões começam com o 220 A, fabricado entre 1954 e 1956, substituído pelo 219, de 92 cv a 4.800 rpm, produzido até 1959, ao lado do 220 S. Este desenvolvia 112 cv a 5.000 rpm e atingia 160 km/h. Em 1958 era apresentado o 220 SE, com injeção mecânica de combustível e 130 cv. Estes dois últimos eram disponíveis como cupê ou conversível (plataforma W180).
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Os Pontons eram todos fabricados em Sindelfingen, pequena cidade de apenas 23.000 habitantes durante o inicio de sua produção. Destes, 19.000 trabalhavam na fábrica da Mercedes. O produto final era exportado para 136 países, ratificando a qualidade da marca aos olhos do mundo e resgatando a imagem de sofisticação que a estrela de três pontas tivera antes da guerra.[/justify]



voltou a brilhar com a série Ponton de modelos médios
Qual é o segredo dos alemães para serem mundialmente conhecidos por produzir alguns dos melhores automóveis? Talvez o mesmo dos japoneses: a persistência, obstinação e determinação em fabricar o que há de melhor. Ou talvez a paixão dos italianos, mestres na criação de carros feitos para acelerar com o coração.
[/center]Mas não se pode definir a Mercedes-Benz desta maneira, uma vez que ela já estava consagrada pela perfeição antes dos japoneses e já tinha carisma antes dos italianos. Talvez seja essa determinação que elevou a Alemanha ao posto de maior potência econômica da Europa, apesar de arrasada pelos bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial e das indenizações milionárias que ainda paga por causa dos crimes cometidos durante esse período.

Foi essa determinação a responsável pelo renascimento da Mercedes-Benz após o conflito. Como fabricante de veículos bélicos, era um alvo estratégico para as tropas aliadas, que em setembro de 1944 promoveram um bombardeio maciço contra suas instalações, destruindo 70% da planta de Stuttgart, 85% da divisão aeronáutica em Sindelfingen, 80% da fábrica de utilitários em Gaggenau e 20% da sede em Mannheim.
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A fábrica de motores aeronáuticos e motores diesel nos arredores de Berlim fora totalmente destruída. Os danos eram tão extensos que, em 1945, os diretores da Daimler-Benz chegaram a declarar o encerramento definitivo de suas atividades.

A fábrica de motores aeronáuticos e motores diesel nos arredores de Berlim fora totalmente destruída. Os danos eram tão extensos que, em 1945, os diretores da Daimler-Benz chegaram a declarar o encerramento definitivo de suas atividades.

A fábrica de motores aeronáuticos e motores diesel nos arredores de Berlim fora totalmente destruída. Os danos eram tão extensos que, em 1945, os diretores da Daimler-Benz chegaram a declarar o encerramento definitivo de suas atividades.

Felizmente, a marca escapou desse trágico fim. Já em 1946 a produção era restabelecida com a fabricação de modelos anteriores à guerra, como os modelos 170 S e 170 D (diesel), carros pequenos, econômicos e de desempenho modesto, mais do que adequados para a realidade daquele momento. A produção continuou até meados de 1953, quando foram apresentados os primeiros Mercedes do pós-guerra, conhecidos popularmente como Ponton (plataformas W120 e W121).

Há muita controvérsia a respeito do apelido. A mais aceita pelos entusiastas é de que o termo pontonkarosserie seria utilizado para denominar todos os veículos de motor dianteiro e três volumes definidos, um desenho incomum para a época. O novo Mercedes era tão distinto em relação a seu antecessor que o apelido Ponton acabou se consolidando para caracterizar os modelos, fabricados entre 1953 e 1962.

Com desenho totalmente novo, comprimento de 4,45 metros e entreeixos de 2,65 metros, o modelo 180 era oferecido com um motor de quatro cilindros com válvulas laterais, 1,8 litro e 58 cv de potência bruta a 4.000 rpm, que permitia chegar a 125 km/h. Em 1957 era substituído pelo Ponton 180 A, já com comando de válvulas no cabeçote, fabricado por dois anos. O 190, introduzido em 1956, terminava também em 1959.

Nada mais era que o modelo 180 com o motor de 1,9 litro do roadster 190 SL, fabricado entre 1955 e 1963, mas com apenas um carburador simples Solex, no lugar da dupla carburação do modelo esportivo, e 84 cv a 4.800 rpm. Por fora a única diferença era um friso cromado abaixo das janelas laterais. Também era disponível o motor diesel de 1,8 litro, idêntico em diâmetro e curso ao movido a gasolina, mas com apenas 46 cv a 3.500 rpm e máxima de 110 km/h. Fazia do 180 D uma boa e popular opção como táxis — muitos ainda em uso no Líbano e na Síria.
[/justify]Em 1959 os modelos 180 B e 190 B eram introduzidos, trazendo como novidade a adoção do subchassi dianteiro e sendo fabricados até 1962. Um teto solar Webasto de lona era disponível nas duas versões, sendo mais raro o teto solar em chapa de aço, disponível apenas para os sedãs e cupês de seis cilindros. Existiu até um picape 180 D, em 1957, seguindo o mesmo conceito de nossos modelos derivados de automóveis.
[/size][/font]Para os colecionadores, os Pontons mais valiosos são exatamente os modelos de seis cilindros e 2,2 litros (plataformas W105 e W128). As versões começam com o 220 A, fabricado entre 1954 e 1956, substituído pelo 219, de 92 cv a 4.800 rpm, produzido até 1959, ao lado do 220 S. Este desenvolvia 112 cv a 5.000 rpm e atingia 160 km/h. Em 1958 era apresentado o 220 SE, com injeção mecânica de combustível e 130 cv. Estes dois últimos eram disponíveis como cupê ou conversível (plataforma W180).
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Os Pontons eram todos fabricados em Sindelfingen, pequena cidade de apenas 23.000 habitantes durante o inicio de sua produção. Destes, 19.000 trabalhavam na fábrica da Mercedes. O produto final era exportado para 136 países, ratificando a qualidade da marca aos olhos do mundo e resgatando a imagem de sofisticação que a estrela de três pontas tivera antes da guerra.[/justify]




António Júlio- Usuário Platina

- Número de mensagens: 2895
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Re: Recuperação em grande estilo! Mercedes-Benz Ponton
Belo trabalho de pesquisa.
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"Viver é desenhar sem borracha" Milton Fernandes 1924-2012 . . . . . .

Laurival- Moderador

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Re: Recuperação em grande estilo! Mercedes-Benz Ponton
Parabéns, mostra bem a força de um povo e sua marca automobilistica de maior personalidade.

Smodena- Usuário Iniciante

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Re: Recuperação em grande estilo! Mercedes-Benz Ponton
olá amigos, sou proprietario de um mercedes w180, contudo necessito de várias peças, alguem me pode ajudar onde posso arranjar as peças?
Cumprimentos,
Jorge Vasconcelos
Cumprimentos,
Jorge Vasconcelos
Jorge Vasconcelos- Usuário Iniciante

- Número de mensagens: 3
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Re: Recuperação em grande estilo! Mercedes-Benz Ponton
desculpem o modelo é o W120 tal e qual o que consta nas fotos.
Jorge Vasconcelos- Usuário Iniciante

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Re: Recuperação em grande estilo! Mercedes-Benz Ponton
Antonio Julio
Excelente post. Apreciei bastante a sua leitura e as fotos. Parabenz.
Lembro aos confrades que o Leandro tem uma Ponton a venda em Blumenau, aguardando alguém com tempo e $$$ para restaura-la. É justamente um modelo 220A, que neste tópico foi indicado como o mais apreciado pelos colecionadores.
Excelente post. Apreciei bastante a sua leitura e as fotos. Parabenz.
Lembro aos confrades que o Leandro tem uma Ponton a venda em Blumenau, aguardando alguém com tempo e $$$ para restaura-la. É justamente um modelo 220A, que neste tópico foi indicado como o mais apreciado pelos colecionadores.
Re: Recuperação em grande estilo! Mercedes-Benz Ponton
António Júlio,
Bela matéria!
Uma pequena correção - os sub-chassis foram introduzidos com o modelo 190, já em 1956 – e uma observação - as fotos em que os carros aparecem com uma sinaleira (ou farolete) bicuda abaixo do farol, são de carros destinadas ao mercado norte americano. Observe-se que nas peças de publicidade esta sinaleira não aparece.
Um abraço,
Mario
Bela matéria!
Uma pequena correção - os sub-chassis foram introduzidos com o modelo 190, já em 1956 – e uma observação - as fotos em que os carros aparecem com uma sinaleira (ou farolete) bicuda abaixo do farol, são de carros destinadas ao mercado norte americano. Observe-se que nas peças de publicidade esta sinaleira não aparece.
Um abraço,
Mario

170190- Usuário Prata

- Número de mensagens: 286
Data de inscrição: 27/05/2008
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Re: Recuperação em grande estilo! Mercedes-Benz Ponton
Boa Antonio
Sempre matérias de qualidade...
Sds,
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Sds,

José Carlos de Souza Filh- Usuário Platina

- Número de mensagens: 1345
Data de inscrição: 23/02/2009
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Re: Recuperação em grande estilo! Mercedes-Benz Ponton
Caro confrade Antônio Júlio,
Não posso deixar de registrar meus parabéns pela matéria postada e pela qualidade das informações sobre os lendários Ponton, que marcaram época na história automobilística e são até hoje um verdadeiro "sonho de consumo" de muitos.
Que essas raras Ponton tinham (ou melhor, fazendo justiça: tem ...), um charme irresistível, isso é inquestionável na minha modesta opinião. Feliz daquele que possue um exemplar para desfrutar, e cuidar, como o confrade Vasconcelos !!!
Não posso deixar de registrar meus parabéns pela matéria postada e pela qualidade das informações sobre os lendários Ponton, que marcaram época na história automobilística e são até hoje um verdadeiro "sonho de consumo" de muitos.
Que essas raras Ponton tinham (ou melhor, fazendo justiça: tem ...), um charme irresistível, isso é inquestionável na minha modesta opinião. Feliz daquele que possue um exemplar para desfrutar, e cuidar, como o confrade Vasconcelos !!!

Antônio Elias- Usuário Platina

- Número de mensagens: 1873
Data de inscrição: 24/07/2010
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Re: Recuperação em grande estilo! Mercedes-Benz Ponton
Obrigado amigo Antônio mas não podemos deixar de comentar da Ponton 58 do nosso confrade Mario Luiz (170190) que é um sonho! abraço





António Júlio- Usuário Platina

- Número de mensagens: 2895
Data de inscrição: 19/04/2009
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Re: Recuperação em grande estilo! Mercedes-Benz Ponton
Ah, valeu lembrar, temos que ser justo com o confrade, essa 58 do Mário é "capa de revista" mesmo, parabéns pela relíquia!
Percebi na lista de carros dele, tem uma 170D 51?
Aprendendo com os confrades: percebi que na 58 do Mário não tem aquele farolete debaixo do farol, então não foi produzida para o mercado americano, certo?
Percebi na lista de carros dele, tem uma 170D 51?
Aprendendo com os confrades: percebi que na 58 do Mário não tem aquele farolete debaixo do farol, então não foi produzida para o mercado americano, certo?

Antônio Elias- Usuário Platina

- Número de mensagens: 1873
Data de inscrição: 24/07/2010
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