Historia de 80 anos do "Papamovel"

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Historia de 80 anos do "Papamovel"

Mensagem por António Júlio em Qui 7 Out - 22:27

O “Papamóvel”, nome dado ao veículo que habitualmente transporta o Papa em percursos por entre a multidão, permitindo ver e ser visto.



Apesar de só há alguns anos ter sido aplicado o termo «Papamóvel» para designar a viatura que transporta o Romano Pontífice, data de há 80 anos a ligação entre a marca de automóveis Mercedes e o Vaticano. A ligação ao construtor alemão começou em 1930 com Pio XI.





Os veículos incluem equipamentos habituais nos automóveis de Estado, como bancos em couro, comandos eléctricos e climatização especial, a que foram sendo acrescentados elementos distintivos do Vaticano.





Durante cinquenta anos, os “papamóveis” foram limusinas de cor preta, que apesar de serem adaptadas de modelos de série, incorporavam tecnologia de ponta, como foi o caso do primeiro veículo fornecido pela Mercedes, um modelo Nürburg que incluía vidros que não se fragmentavam.

Três décadas mais tarde, a segunda viatura adquirida pelo Vaticano — destinada a João XXIII — já contava com uma cadeira accionada electricamente, ar condicionado e rádio. Os veículos que se seguiram não se destacavam exteriormente dos modelos de topo de gama da marca de Estugarda, até que na década de 1980 os “papamóveis” foram sujeitos a uma transformação radical.

Os engenheiros da Mercedes conceberam as novas viaturas praticamente de raiz, com base nos todo-o-terreno da marca, a denominada “Classe G”, o que possibilitou a inclusão de uma popô de plástico transparente removível, associada a um sofisticado sistema de iluminação e climatização.







É a partir desta altura que os “papamóveis” começam a ser pintados de branco, mas o preto manteve-se para as viaturas concebidas a partir das limusinas, que desde 1985 passaram a ser blindadas, ganhando ainda um tecto de abrir e, mais tarde, uma capota de accionamento hidráulico, permitindo aos pontífices mostrarem-se ao público.



Em 2002, a garagem da Santa Sé recebeu a oferta do modelo ML 430, derivado da gama de “SUV” (utilitários desportivos que exteriormente se assemelham a carrinhas sobrelevadas), com cobertura de plástico transparente à prova de bala, protecção que começou a ser usada com João Paulo II depois da tentativa de assassinato, a 13 de Maio de 1981.



Em Dezembro de 2007, o Vaticano recebeu um todo-o-terreno sem capota destinado a ser usado quando as condições climatéricas e de segurança permitem trajectos ao ar livre.



A matrícula das viaturas usadas pelos Papas é habitualmente “SCV 1″, “Stato della Città del Vaticano” (designação, em italiano, de “Estado da Cidade do Vaticano”), com o algarismo a representar a posição do Papa na hierarquia da Igreja Católica.



Portugal também teve o “seu” “papamóvel”: trata-se de um todo-o-terreno da extinta marca UMM, de cor branca, que foi usado por João Paulo II em 1991, na sua deslocação à Ilha da Madeira.





Algumas curiosidades...

Apesar de pouco rodado (nunca ultrapassando a área de 0,44 km² do
Estado do Vaticano), o velho Fiat Campagnola tem história. Fabricado em
1980, foi um dos últimos de sua espécie a ser produzido com motor a gasolina
— seguramente para não submeter Sua Santidade às vibrações e à fuligem
produzidas pelas mecânicas a diesel da época.



Com um ano de uso, o jipe teve seu dia mais atribulado: 13 de maio
de 1981. João Paulo II ia de pé na parte de trás do Campagnola, apoiado no
santantônio e saudando os fiéis na Praça de São Pedro. Um alvo fácil para o
turco Ali Agca, que disparou três tiros a poucos metros de distância.



Era o início de uma longa linhagem de papamóveis blindados, onde o
chefe da Igreja Católica ia cercado por quatro paredes de vidro à prova de
balas.

Nas viagens, cada país providenciava um papamóvel. Em sua visita ao Brasil, em 1997, João Paulo II usou modelos com chassi da picape GM Silverado e do Renault Traffic.

Parecia que o pequeno Campagnola nunca mais levaria a placa S.C.V. 1
(Stato Città del Vaticano 1), exclusiva dos veículos que transportam o Sumo
Pontífice. Mas o Fiat foi adaptado para continuar servindo a João Paulo II,
que estava com a saúde cada vez mais debilitada. Othello Baldi, o
mecânico-chefe do Vaticano, instalou um elevador que permitia pôr e tirar o
trono papal facilmente na traseira do jipe, que voltou a conduzir o polonês
nos últimos anos de seu papado.

Recentemente o papa Alemão, dispensou um papamóvel oferecido pela Volkswagen. Seria um
moderníssimo Touareg com um cubo de vidro blindado montado na parte de trás da carroceria, preferindo ainda as classicas MB

Uma das garagens do Vaticano é chamada de Padiglione delle Carrozze, o pavilhão das carruagens
dos antigos pontífices.



Um dos destaques da coleção, inaugurada em 1973 é o mais antigo Papamovel o Graham-Paige de 1929, presenteado pela fábrica americana. A parte traseira da carroceria tem botões para acender sinais que
eram vistos pelo chofer. Podiam ordenar, por exemplo, “Mais rápido” ou “Mais
devagar”.



Há também um Citroën de 1930, com pouco mais de cem quilômetros rodados.



fotos de outros Papamovel...











Abraço a todos.

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Re: Historia de 80 anos do "Papamovel"

Mensagem por thalesap em Qui 7 Out - 23:07

Parabénz mais um post muito interessante.

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Re: Historia de 80 anos do "Papamovel"

Mensagem por pinetree em Qui 7 Out - 23:18

António, parabenz novamente pelo belo post informativo.
Hoje não pude te responder no msn porque eu tava muito "bisado" como dizem lá nas terras de além mar.

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Re: Historia de 80 anos do "Papamovel"

Mensagem por Perissoto em Sab 9 Out - 18:29

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E tem também este grande brasileiro, que sou fã incondicional, tanto que tenho 2 e ainda
quero ter mais um.

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Re: Historia de 80 anos do "Papamovel"

Mensagem por António Júlio em Sab 9 Out - 19:32

Tem este fato tambem e é da Viação Garcia, do Paraná é inusitada e marcou, na época, o noticiário do País!

O ano era 1980. No contexto econômico, o Brasil entrava numa profunda fase de inflação, que desvalorizava os ganhos dos trabalhadores. Na política, o Regime Militar ainda estava em vigor, mas a luta pela redemocratização ganhava força. Greves marcaram vários centros urbanos, como o ABC Paulista. Nos esportes, o Brasil não havia conquistado muitas vitórias, pelo menos em Copa. Ainda víamos com inveja a vitória dos hermanos argentinos no mundial de 1978.

Mas 1980 foi marcado também pela primeira visita de um Papa ao País. João Paulo II, com apenas dois anos de pontificado, fez uma grande viagem pelo Brasil. Iniciando por Brasília, em 30 de julho, o líder da Igreja Católica, ficou no País até o dia 11 de junho. Passou por Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Aparecida (SP), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Manaus (AM), Recife (PE), Salvador (BA), Belém do Pará (PA), Teresina (PI) e Fortaleza (CE).

Esta história é do Paraná e envolve o sumo pontífice e uma das mais tradicionais empresas do Estado, Viação Garcia.
Segundo relatos de Guilherme Garcia Cid, neto de Celso Garcia Cid, um dos fundadores da empresa, a Viação foi escolhida para transportar a comitiva do Papa no Estado. Milhares de fiéis também fretaram os ônibus da empresa.

Mas o que ninguém imaginava é que João Paulo II quisesse dar uma voltinha de ônibus. De acordo com a empresa, o Papa Móvel e toda uma equipe de carros de apoio de segurança estavam prontos para levar o religioso do Centro Cívico até o Aeroporto Affonso Pena, em Curitiba. A visita de João Paulo II mobilizou mais de 4,5 milhões de católicos que foram às ruas.

De última hora, no entanto, João Paulo rompeu com todo protocolo e foi em meio aos fiéis paranaenses. Repentinamente, ele viu um Diplomata Scania motor B 111, entrou no veículo e se sentou bem ao lado do motorista. A porta deste modelo ficava atrás da roda dianteira e havia um banco que ficava paralelo ao posto do condutor. Por opção do Papa, a viagem até o aeroporto foi feita no Scania, que já tinha 3 anos de uso.
A escolha do Papa, além de mostrar o carisma e popularidade que tinha João Paulo II , levou os fiéis a verdadeira euforia.

Ônibus que transportou o Papa hoje é conservado pela Viação Garcia, Segundo relatos de Guilherme, funcionários antigos da empresa contam que o ônibus, após o feito de João Paulo II, era disputado por fiéis e curiosos, nas linhas em que operava. “Todos queriam dar uma volta no ônibus do Papa, como era conhecido”. O ônibus, na época, ficou mais popular que muitos artistas e políticos.



Fonte: onibus Brasil

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Re: Historia de 80 anos do "Papamovel"

Mensagem por António Júlio em Sab 9 Out - 19:51

e este papamovel Brasileiro foi tambem usado na mesma altura em 1980...


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