Volta rápida: Mercedes-Benz SLS AMG Roadster
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Volta rápida: Mercedes-Benz SLS AMG Roadster
Pessoal, uma matéria legal da Car and Driver, com belas fotos...

Fomos até Mônaco para dar uma volta no Asa de Gaivota versão conversível
Não mais de 40 quilômetros separam o aeroporto de Nice do cais de Mônaco por belas estradas da Riviera Francesa. Mas a Mercedes-Benz/AMG providenciou helicópteros para transportar seus convidados de um ponto ao outro – um voo de 7 minutos sobre o Mediterrâneo, a 125 euros por cabeça. Sim, a anfitriã poderia reservar um cinco estrelas para acomodar o pessoal, 200 jornalistas de todas as partes do mundo, divididos em grupos. Mas escolheu o Grand-Hôtel du Cap-Ferrat (diária de mil euros, em média, com café da manhã com vista para o mar incluso), um refúgio aberto em 1908 e muito procurado pela realeza e pelos milionários de sangue comum. “Não é fantástico?”, comentou um dos caras da AMG. “Estamos em um hotel que não podemos pagar, olhando para um iate [o Shubra II] de 60 milhões de euros que não podemos nem alugar e dirigindo um carro que não podemos comprar!”
Imagem: eis a palavra! Certamente seria mais divertido conhecer o SLS AMG no playground da casa da MB, o circuito de Nürburgring, Alemanha. Mas a marca elegeu Mônaco como cenário do lançamento. O principado, uma aldeia de prédios mediterrâneos e palacetes, abriga o maior PIB per capita do planeta em uma área de 1,95 km2 (o menor município brasileiro, Santa Cruz de Minas, MG, tem 2,9 km2); suas ruas são estreitas e o trânsito, congestionado. O ponto é: quem tem mais poder de fogo para comprar um conversível de US$ 270 mil – o alemão, que vislumbra incertezas em seu país, ou quem mora em Mônaco, um cidadão aparentemente imune à crise?
O roadster deve chegar ao Brasil ainda neste primeiro semestre, mas até que a Mercedes defina qual reajuste vai ser aplicado no preço por conta do aumento do IPI, não vamos falar em valores. A certeza é que será mais caro que o SLS cupê.

ULTRALEVE
O SLS Roadster, versão conversível do SLS Asa de Gaivota, recebe a estrela, mas ambos os carros são projeto AMG, a destilaria de veneno da marca. O modelo é um tributo a um dos mais belos roadsters (ao lado do Jaguar E-Type) já fabricados, o 300 SL, de 1957. E as chances de que também se torne um clássico dentro de 50 anos, são as maiores possíveis: o carro é maravilhoso.
O roadster tem a essência mecânica do Asa de Gaivota: o V8 aspirado de 6,3 litros e 579 cv, o câmbio automatizado de sete marchas com dupla embreagem, a suspensão com todas suas opções de regulagem, a direção precisa como a de um monoposto de competição e os freios que podem ter discos de cerâmica. Também compartilha as mesmas prestações e isso significa que o conversível pode acelerar até 100 km/h em 3,8 s e não deve passar dos 317 km/h de final por impedimento da eletrônica, segundo os números de fábrica que estamos ansiosos em conferir em nossa pista de teste.

A carroceria dos dois carros é esculpida em chapas de alumínio (o chassi também é de alumínio), mas o roadster ganhou travessas de reforço em toda a estrutura. Sem elas, a carroceria se deformaria como uma caixa de sapatos sem tampa, mas o melhor é que o reforço representou ganho de 40 kg no peso em comparação ao cupê. É pouco mais que o peso de uma top model em início de carreira: muito pouco.
“Quebramos a cabeça para deixar o roadster tão leve como o cupê”, conta Tobias Moers, responsável pelo desenvolvimento do conversível. “A solução foi gastar mais dinheiro e usar metais ultraleves e fibra de carbono para reforçar a estrutura do carro.”
Na balança (e sempre comparando cupê e conversível), o chassi reforçado adiciona apenas dois quilos ao roadster. A capota, com seus braços mecânicos de magnésio, alumínio e aço (mais os periféricos e a vigia traseira de vidro) soma menos de 10 kg ao conjunto e isso também é notável. A AMG optou pela lona, e não pelo metal, no teto por algumas razões: a solução é mais leve, mais barata e exige menor área de armazenamento (três litros no porta-malas, apenas). E talvez por combinar melhor com o carro.

BANG!
Fechada, a lona não atrapalha a estética do carro, e sim, a visibilidade, além de funcionar como bom isolante. E é aqui que reside o problema: você não ouve plenamente a sinfonia do V8 com a capota fechada e isso é desperdiçar uma das melhores qualidades do roadster. O teto é aberto em 11 s até a velocidade de 50 km/h.
A marca conta que a distribuição dos alto-falantes do sistema Bang & Olufsen BeoSound exigiu muito tempo de pesquisa dos engenheiros, obcecados com a qualidade de som. Pode ser, mas quem tem um dos mais belos ruídos de escapamento à disposição prefere manter o rádio desligado. As explosões invadem a cabine a cada redução de marcha (que pode ser feita no modo manual pelas borboletas na coluna de direção) de maneira mais clara e obviamente estimulante que no Asa de Gaivota.
Outra característica do roadster em relação ao cupê é que, sem um elemento marcante para chamar sua atenção, as linhas do conversível parecem mais harmônicas e fluidas. O carro é baixo (1,26 m) e muito largo (1,93 m), mas esteticamente é uma escultura. Por dentro, mereceu o mesmo acabamento do Asa, embora tenha ganhado sistema de telemetria integrado ao computador de bordo (um recurso que mostra seu tempo de volta em pista, mede a força g e acaba servindo pra fazer inveja nos amigos). Os cupês também terão o videogame em breve.
O equilíbrio talvez seja sua melhor qualidade dinâmica. O motor é instalado atrás do eixo dianteiro, fica quase em posição central, e a caixa de câmbio, à frente do eixo traseiro (uma disposição chamada de transeixo). O resultado é a relação de distribuição de peso da ordem de 47% na dianteira e 53% na traseira. E isso em um carro de tração traseira, com peso total de 1.600 kg e quase 70 mkgf de torque é a combinação mais explosiva que você pode ter.

Fonte: Car and Driver Brasil
http://caranddriverbrasil.uol.com.br/carros/volta-rapida/volta-rapida-mercedesbenz-sls-amg-roadster/1162

Fomos até Mônaco para dar uma volta no Asa de Gaivota versão conversível
Não mais de 40 quilômetros separam o aeroporto de Nice do cais de Mônaco por belas estradas da Riviera Francesa. Mas a Mercedes-Benz/AMG providenciou helicópteros para transportar seus convidados de um ponto ao outro – um voo de 7 minutos sobre o Mediterrâneo, a 125 euros por cabeça. Sim, a anfitriã poderia reservar um cinco estrelas para acomodar o pessoal, 200 jornalistas de todas as partes do mundo, divididos em grupos. Mas escolheu o Grand-Hôtel du Cap-Ferrat (diária de mil euros, em média, com café da manhã com vista para o mar incluso), um refúgio aberto em 1908 e muito procurado pela realeza e pelos milionários de sangue comum. “Não é fantástico?”, comentou um dos caras da AMG. “Estamos em um hotel que não podemos pagar, olhando para um iate [o Shubra II] de 60 milhões de euros que não podemos nem alugar e dirigindo um carro que não podemos comprar!”
Imagem: eis a palavra! Certamente seria mais divertido conhecer o SLS AMG no playground da casa da MB, o circuito de Nürburgring, Alemanha. Mas a marca elegeu Mônaco como cenário do lançamento. O principado, uma aldeia de prédios mediterrâneos e palacetes, abriga o maior PIB per capita do planeta em uma área de 1,95 km2 (o menor município brasileiro, Santa Cruz de Minas, MG, tem 2,9 km2); suas ruas são estreitas e o trânsito, congestionado. O ponto é: quem tem mais poder de fogo para comprar um conversível de US$ 270 mil – o alemão, que vislumbra incertezas em seu país, ou quem mora em Mônaco, um cidadão aparentemente imune à crise?
O roadster deve chegar ao Brasil ainda neste primeiro semestre, mas até que a Mercedes defina qual reajuste vai ser aplicado no preço por conta do aumento do IPI, não vamos falar em valores. A certeza é que será mais caro que o SLS cupê.

ULTRALEVE
O SLS Roadster, versão conversível do SLS Asa de Gaivota, recebe a estrela, mas ambos os carros são projeto AMG, a destilaria de veneno da marca. O modelo é um tributo a um dos mais belos roadsters (ao lado do Jaguar E-Type) já fabricados, o 300 SL, de 1957. E as chances de que também se torne um clássico dentro de 50 anos, são as maiores possíveis: o carro é maravilhoso.
O roadster tem a essência mecânica do Asa de Gaivota: o V8 aspirado de 6,3 litros e 579 cv, o câmbio automatizado de sete marchas com dupla embreagem, a suspensão com todas suas opções de regulagem, a direção precisa como a de um monoposto de competição e os freios que podem ter discos de cerâmica. Também compartilha as mesmas prestações e isso significa que o conversível pode acelerar até 100 km/h em 3,8 s e não deve passar dos 317 km/h de final por impedimento da eletrônica, segundo os números de fábrica que estamos ansiosos em conferir em nossa pista de teste.

A carroceria dos dois carros é esculpida em chapas de alumínio (o chassi também é de alumínio), mas o roadster ganhou travessas de reforço em toda a estrutura. Sem elas, a carroceria se deformaria como uma caixa de sapatos sem tampa, mas o melhor é que o reforço representou ganho de 40 kg no peso em comparação ao cupê. É pouco mais que o peso de uma top model em início de carreira: muito pouco.
“Quebramos a cabeça para deixar o roadster tão leve como o cupê”, conta Tobias Moers, responsável pelo desenvolvimento do conversível. “A solução foi gastar mais dinheiro e usar metais ultraleves e fibra de carbono para reforçar a estrutura do carro.”
Na balança (e sempre comparando cupê e conversível), o chassi reforçado adiciona apenas dois quilos ao roadster. A capota, com seus braços mecânicos de magnésio, alumínio e aço (mais os periféricos e a vigia traseira de vidro) soma menos de 10 kg ao conjunto e isso também é notável. A AMG optou pela lona, e não pelo metal, no teto por algumas razões: a solução é mais leve, mais barata e exige menor área de armazenamento (três litros no porta-malas, apenas). E talvez por combinar melhor com o carro.

BANG!
Fechada, a lona não atrapalha a estética do carro, e sim, a visibilidade, além de funcionar como bom isolante. E é aqui que reside o problema: você não ouve plenamente a sinfonia do V8 com a capota fechada e isso é desperdiçar uma das melhores qualidades do roadster. O teto é aberto em 11 s até a velocidade de 50 km/h.
A marca conta que a distribuição dos alto-falantes do sistema Bang & Olufsen BeoSound exigiu muito tempo de pesquisa dos engenheiros, obcecados com a qualidade de som. Pode ser, mas quem tem um dos mais belos ruídos de escapamento à disposição prefere manter o rádio desligado. As explosões invadem a cabine a cada redução de marcha (que pode ser feita no modo manual pelas borboletas na coluna de direção) de maneira mais clara e obviamente estimulante que no Asa de Gaivota.
Outra característica do roadster em relação ao cupê é que, sem um elemento marcante para chamar sua atenção, as linhas do conversível parecem mais harmônicas e fluidas. O carro é baixo (1,26 m) e muito largo (1,93 m), mas esteticamente é uma escultura. Por dentro, mereceu o mesmo acabamento do Asa, embora tenha ganhado sistema de telemetria integrado ao computador de bordo (um recurso que mostra seu tempo de volta em pista, mede a força g e acaba servindo pra fazer inveja nos amigos). Os cupês também terão o videogame em breve.
O equilíbrio talvez seja sua melhor qualidade dinâmica. O motor é instalado atrás do eixo dianteiro, fica quase em posição central, e a caixa de câmbio, à frente do eixo traseiro (uma disposição chamada de transeixo). O resultado é a relação de distribuição de peso da ordem de 47% na dianteira e 53% na traseira. E isso em um carro de tração traseira, com peso total de 1.600 kg e quase 70 mkgf de torque é a combinação mais explosiva que você pode ter.

Fonte: Car and Driver Brasil
http://caranddriverbrasil.uol.com.br/carros/volta-rapida/volta-rapida-mercedesbenz-sls-amg-roadster/1162
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